Sabará realiza evento para discussão de temas da área de Pediatria

O “I Congresso Sabará de Especialidades Pediátricas” reuniu profissionais e tratou de assuntos relacionados à saúde infantil

Para comemorar os 50 anos do Hospital Infantil Sabará, foi realizado de 19 a 21 de abril, o “I Congresso Sabará de Especialidades Pediátricas”. No Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo, foram debatidos variados temas da área de Pediatria e estiveram presentes profissionais e professores brasileiros e estrangeiros.

O objetivo do Congresso foi de reunir médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, fonoaudiólogos, farmacêuticos, nutricionistas e outros profissionais para atualização de cada especialidade, bem como promover a troca de experiências entre eles e realizar debates de temas polêmicos da área pediátrica.

Foram abordados temas de Pediatria Geral (Endocrinologia, Desenvolvimento Infantil, Doenças Raras, Sociedade de Pediatria); EMDVA (Respiratório Bucal, Infecções Respiratórias, Asma, Imunizações); Especialidades Pediátricas (Nutrologia, Alergia Alimentar, Dermatologia, Gastropediatria); Cirurgia Pediátrica – CIPE (Urologia, Uro e Nefropediatria); Ortopedia; Radiologia (Ressonância Nuclear Magnética); ORL – Via Aérea Pediátrica (Deficiência Auditiva, ORL – Via Aérea); UTI – Dor – Anestesia Pediátrica; Neuro (Neuro, Genética e Pediatria e Crônicos); Tumores (Neurocirurgia); Oncologia; Cardiologia Clínica/ Cirúrgica; Jornadas de Enfermagem e de Farmácia Hospitalar e Pesquisa Clínica.

O evento contou com a presença de convidados especiais como Eduardo Silva Vaz, presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria; Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente, ambientalista, piscopedagoga e historiadora; Miguel Nicolelis, diretor científico do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (IINN-ELS), professor titular do Departamento de Neurobiologia e codiretor do Centro de Neuroengenharia da Duke University (EUA) e outros nomes nacionais e internacionais.

O “I Congresso Sabará de Especialidades Pediátricas” teve o apoio da Sociedade Brasileira de Pediatria, Sociedade de Pediatria de São Paulo, Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica (CIPE), Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL CCF), Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (ASBAI) e de outros.

Há 50 anos, quando São Paulo tinha 3,5 milhões de habitantes e a medicina não era tão avançada, nove jovens apostaram na criação de um pronto-socorro que atendesse 24 horas. Durante o decorrer desses anos, o Hospital Sabará foi evoluindo e em 2010, tornou-se a Fundação Hospital Infantil Sabará.

“Com certeza a medicina hoje é bem mais resolutiva. Os equipamentos de diagnósticos, de tratamento intensivo e de cirurgia são capazes de fazer exames e procedimentos inimagináveis há 50 anos. Atualmente, a cirurgia cardíaca, neurológica faz parte do dia a dia do Hospital Sabará e o tratamento de câncer é rotina para nossos profissionais. Mas as crianças também nos procuram pelas doenças respiratórias e gastrointestinais”, explica o Dr. José Luiz Setúbal, presidente da Fundação Hospital Infantil Sabará sobre a evolução do hospital.



Escrito por Prof. Raphael Boiati às 12h08
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Meu filho é só agitado ou tem algum problema?

Confira se o comportamento da criança é considerado normal ou se ela tem algum distúrbio de hiperatividade

Hoje em dia, os pais sempre ficam em dúvidas se seus filhos são crianças normais, apenas agitadas ou se têm algum distúrbio, como hiperatividade, impulsividade ou até mesmo um Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Em janeiro de 2012, a Academia Americana de Pediatria publicou em seu blog, referências para os pais, que são bem interessantes:

Primeira Infância (anos pré-escolares)

Comportamento dentro da faixa normal:

A criança corre em círculos, não para para descansar, pode bater em objetos ou pessoas e faz perguntas constantemente.

Modo de agir que indica um problema de hiperatividade/ impulsividade:

A criança frequentemente vai de encontro a pessoas ou coisas durante as brincadeiras, machuca-se de modo constante e não se senta para ouvir histórias ou participar de jogos.

Possível presença de TDAH, tipo hiperativo-impulsivo:

O pequeno corre pela casa, salta e escala a mobília, tudo em demasia, e não para a fim de comer, ouvir uma história ou jogar.

Infância Média (após os 8 anos e pré-adolescentes)

Comportamento dentro da faixa normal:

A criança brinca ativamente por longos períodos. Ela pode, ocasionalmente, fazer as coisas por impulso, particularmente quando está estimulada.

Possível presença de um problema de hiperatividade/ impulsividade:

O pequeno pode se intrometer em jogos de outras crianças e ter problemas para completar as tarefas.

Comportamento sinalizando a possível presença de TDAH, tipo hiperativo- impulsivo:

A criança, muitas vezes, fala e interrompe os outros, não fica quieta na hora das refeições, movimenta-se muito ao assistir televisão, faz barulho que atrapalha e pega brinquedos ou outros objetos das pessoas.

Adolescência

Comportamento considerado normal:

Os adolescentes se envolvem em atividades sociais (por exemplo, dança) por longos períodos e podem ter comportamentos de risco com outras pessoas.

Possível problema de hiperatividade/ impulsividade:

Os jovens entram em “brincadeiras” que incomodam os outros, são inquietos em sala de aula ou quando assistem televisão.

Modo de agir que indica possível presença de TDAH, tipo hiperativo-impulsivo:

Os adolescentes são impacientes e nervosos. Mesmo quando fazem atividades tranquilas, realizam interrupções frequentes. “Amolam” as outras pessoas e estão em apuros constantemente. Os sintomas de hiperatividade diminuem ou são substituídos por um sentimento de inquietação.

Por Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: ADHD: What Every Parent Needs to Know (Copyright © 2011 American Academy of Pediatrics)



Escrito por Prof. Raphael Boiati às 12h06
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Imprensa impõe censura à material sobre Saúde Mental

Na última sexta-feira (11/05) o Jornal O Dia publicou um texto recriminando a disponibilização de link para um livro acadêmico no site da Coordenação de Saúde Mental do município do Rio de Janeiro. Para o jornal, ao disponibilizar tal livro, a Coordenação estaria incentivando os profissionais a recomendar aos usuários dos serviços da rede de saúde mental o plantio de maconha para uso próprio ou o hábito de frequentar o que chama de “seita Santo Daime”.

Francisco Edson Alves, jornalista que escreveu a matéria, segue afirmando que seria absurda a recomendação feita no livro e deixa entrever que o jornal pressionou a secretaria de Saúde para que o link para o mesmo fosse retirado do site da Coordenação. Trata-se da publicação “Toxicomanias: incidências clínicas e socioantropológicas”, da coleção “Drogas: clínica e cultura”. O livro tem como organizadores autores renomados no campo da saúde mental, em especial no trabalho com o uso de drogas. Eles são: Antônio Nery Filho, Edward MacRae, Luiz Alberto Tavares e Marlize Rêgo.

Para se ter ideia do passo “largo” dado pelo jornalista, Antônio Nery Filho é uma das principais referências nacionais no campo e criador do 1º consultório de rua do país. No mesmo sentido, o jornalista ignora toda a discussão sobre o uso medicinal da maconha e sequer cita que este debate se dá em âmbito internacional. Desse modo, o jornal e o jornalista criminalizam a discussão sobre uma das alternativas para a dependência química sem buscar colocar outros pontos de vista sobre a questão no debate e exerce uma espécie de censura sobre a circulação do conhecimento, na medida em que constrange a Secretaria a retirar o livro do blog dos trabalhadores. E pior que funcionou e os trabalhadores viram-se obrigados a retirar o texto do blog.

Nós do blog Saúde Brasil entramos em contato com Antônio Nery Filho e o convidamos a se posicionar a respeito, assim como entraremos em contato com os envolvidos no caso para se posicionarem frente à postura censuradora d´O Dia.

Aqui o link para o livro: http://static.scielo.org/scielobooks/qk/pdf/nery-9788523205669.pdf

Aqui o link para a matéria do jornal: http://odia.ig.com.br/portal/rio/sa%C3%BAde-defende-a-maconha-1.439638



Escrito por Prof. Raphael Boiati às 12h05
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Vaga de emprego

Pessoal, nosso mercado de Farmácia Hospitalar está bem aquecido, por isso divulgo vagas para AUXILIAR DE FARMÁCIA, vejam abaixo:Informo que o HMDrFM está selecionando Auxiliar de Farmácia:1. Horários:1.1. 01 vaga: 09:00 às 17:40 horas.1.2. 01 vaga: 13:00 às 21:40 horas.1.3. 03 vagas:13:50 às 22:30 horas.1.4 02 vagas: 22:25 às 06:05 horas (adicional noturno). 2. Escala 6x2 3. Salário: R$ 1.021,66 4. Transporte: Trem até Barueri + 1 ônibus da estação de trem até a porta do Hospital
5. Estacionamento gratuito no local para os colaboradores que não optarem por vale transporte .Interessados mandar e-mail: netiene.hmb@gmail.com



Escrito por Prof. Raphael Boiati às 10h46
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Clonagem, biotecnologia e as aplicações na saúde

Os avanços tecnológicos já trazem diversas discussões sobre da obrigatoriedade dos planos de saúde em arcarem com novos procedimentos. Imaginem então os avanços científicos com experimentos acerca da clonagem humana.

Clonagem é uma forma de reprodução assexuada, ou seja, uma reprodução que não envolve a união de um óvulo com um espermatozóide. O assunto instiga a comunidade científica e jurídica, assim como a população em geral. Apesar de parecer novo, a primeira lei sobre o tema entrou em vigor em 1995, Lei nº 8.974/95, e posteriormente foi substituída pela Lei 11.105/05, sendo esta a lei de biossegurança que permanece em vigor. Com vistas a regulamentar a referida lei, foi editado o Decreto nº 5.591/05.

Um dos dispositivos mais relevantes (e polêmicos) da lei de biossegurança é o que trata do uso das células-tronco dos embriões humanos. Essa lei foi objeto de Ação Direta de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF) por infringir o direito à vida e à dignidade humana.

O princípio constitucional da dignidade do ser humano está previsto na Constituição Federal e é caracterizado como um valor moral, inerente ao indivíduo, pois todo ser humano é dotado de dignidade. Assim, é impossível pensar em direito à vida sem dignidade.

O STF decidiu que as pesquisas com células-tronco embrionárias não violam o direito à vida, tampouco a dignidade humana, pois não há como se pensar em vida, sem o desenvolvimento do embrião dentro do útero materno.

Nos Estados Unidos, é proibida a aplicação de verbas do governo federal a qualquer pesquisa que envolva embriões humanos, a não ser para aquelas feitas com células embrionárias obtidas antes de 2001, quando a lei foi aprovada. Em 2006, o presidente George W. Bush vetou um polêmico projeto de lei que permitiria o uso de verbas federais para a pesquisa científica usando células-tronco.

A Itália proíbe qualquer tipo de pesquisa com células-tronco embrionárias humanas, bem como a sua importação. Já o Reino Unido é bastante liberal quanto ao tema. Sua legislação permite até mesmo a clonagem terapêutica, aquela por meio da qual os cientistas criam embriões por meio da clonagem para sua posterior destruição.

Coréia do Sul, Cingapura, Japão, China, Rússia e África do Sul permitem todas as pesquisas com embriões, inclusive a clonagem terapêutica. Os únicos latino-americanos a permitir o uso de embriões são Brasil e México, mas a legislação mexicana é mais liberal, permitindo a criação de embriões para pesquisa.

A decisão do STF é positiva, pois possibilita o uso dos embriões para uso científico, o que poderá beneficiar milhares de pessoas doentes. No entanto, o controle deve ser rigoroso para que não haja abusos e uso indevido dos embriões, aliás como já ocorre no mercado de fertilização in vitro, no qual exageros são cometidos por médicos despreparados, colocando em risco a vida da gestante. O papel dos órgãos de classe é fundamental neste aspecto, pois servem de fiscalizadores dos maus profissionais médicos.

No futuro, as novas tecnologias capazes de curar doenças e prolongar a vida das pessoas trarão ainda mais atrito entre os planos de saúde e o consumidor, pois o custo da saúde será cada vez maior. O ideal seria criar, em um futuro próximo, câmaras de julgamento nos tribunais, especializadas em direito da saúde, com uma equipe multidisciplinar para auxiliar os juízes, com médicos, peritos e enfermeiros. Entretanto, se a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) continuar com esta atuação pífia, que vem demonstrando até o momento, deixando de cumprir sua função fiscalizadora, a situação será ainda mais crítica.

*Renata Vilhena Silva

É sócia-fundadora do Vilhena Silva Advogados, especializado em Direito à Saúde, e autora das publicações “Planos de Saúde: Questões atuais no Tribunal de Justiça de São Paulo” e “Direito à Saúde: Questões atuais no Tribunal de Justiça”.

 

Fonte: http://blogsaudebrasil.com.br/2012/05/02/clonagem-biotecnologia-e-as-aplicacoes-na-saude/



Escrito por Prof. Raphael Boiati às 12h07
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Novas tecnologias aumentam precisão e segurança da radioterapia

 

60% de todos os casos de câncer têm indicação para a terapia com radiação. Veja qual é a tendência dessa técnica de tratamento

Na década de 1960, apenas 39% das pessoas com câncer sobreviviam cinco ou mais anos após o diagnóstico da doença. Esse número subiu para 64% no fim dos anos 90 e continua em ascensão, segundo dados da literatura. As técnicas atuais de tratamento do câncer resultam na cura de mais de 60% dos pacientes.

Atualmente, as pessoas diagnosticadas com câncer e tratadas não só vivem por mais tempo, mas conseguem viver melhor, segundo o médico Robson Ferrigno, rádio oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein e presidente da Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT). “O diagnóstico precoce aliado ao tratamento adequado aumenta significativamente as chances de cura e a sobrevida”, diz o especialista em comunicado.

Uma das técnicas mais recomendadas para tratar o câncer, a radioterapia é responsável pelo sucesso do tratamento de grande parte dos pacientes. A técnica é necessária para tratar 60% de todos os casos de câncer, inclusive os mais prevalentes da população brasileira: próstata e pulmão, entre os homens, e mama e colo uterino, entre as mulheres. Ela pode ser administrada isoladamente ou ser combinada a outros tratamentos, como a quimioterapia e a cirurgia.

As células tumorais, mais sensíveis à radiação do que as células sadias podem ser destruídas com a radioterapia ou ser impedidas de se reproduzir, interrompendo a progressão do câncer. O tratamento é realizado pelos aceleradores lineares, equipamentos que produzem radiações terapêuticas invisíveis e indolores para atingir uma camada específica do corpo.

“A percepção de que a radioterapia é apenas um tratamento paliativo não corresponde à realidade. Casos de câncer de laringe, colo uterino, próstata e pulmão, em estágio inicial, podem ser totalmente curados utilizando apenas a radioterapia,” afirma Ferrigno. Segundo o médico, a radioterapia também pode ser utilizada após a cirurgia de retirada do tumor para evitar que o câncer reapareça. Em uma parte dos casos, ela é administrada em combinação com a quimioterapia.

No caso do câncer de mama, pacientes submetidas à cirurgia que preserva a mama (conservadora) para retirada do tumor possuem 30% de chance de o câncer retornar. Com o uso da radioterapia após a cirurgia, esse índice cai para baixo de 5%. Outro exemplo é o sucesso da radioterapia em pacientes com câncer de próstata em estágio inicial e localizado, cujo índice de cura proporcionado pela radioterapia gira em torno de 90%, igual os resultados obtidos com a cirurgia. Já no câncer de colo uterino, a taxa de cura com radioterapia exclusiva gira em torno de 60% a 90%, dependendo do estágio da doença.

Aparelhos de última geração reduzem os efeitos colaterais e melhoram a qualidade de vida

A radiação tem sido utilizada com sucesso no tratamento de pacientes por mais de 100 anos. Durante esse tempo, foram feitos muitos progressos na segurança e precisão da radioterapia. Médicos especializados em radioterapia adaptam cuidadosamente o tratamento para cada paciente, visando o melhor resultado e minimizando os efeitos colaterais. Isso é feito com a ajuda de softwares e equipamentos monitorados para garantir que o procedimento seja realizado dentro dos protocolos de segurança e eficácia.

Em geral, a radioterapia isoladamente acarreta poucos efeitos colaterais, mas pode haver reações localizadas na área que recebeu a radiação. Como as células sadias são menos suscetíveis à radiação, elas tendem a se recuperar após as sessões do tratamento.

Ainda de acordo com Ferrigno, as últimas tecnologias em radioterapia aumentam a precisão ao tratamento, além de reduzir os efeitos colaterais. É o caso da radioterapia de intensidade modulada (IMRT), uma técnica que libera doses variadas de radiação conforme a região que o médico quer atingir. “O IMRT, já disponível em alguns centros de excelência no Brasil, diminui a toxicidade do tratamento e as sequelas tardias.”

Outra tecnologia já disponível no Brasil e em fase de expansão é a radioterapia guiada por imagem (IGRT). Imagens tridimensionais do tumor são geradas por máquinas ultramodernas, capazes de direcionar os feixes de radiação para o ponto exato onde se localiza o câncer. Com isso, é possível aumentar a dose de radiação nos pontos críticos. “O alvo é atingido com muita precisão e a radiação é enviada de forma precisa em direção ao tumor, poupando ao máximo os tecidos sadios,” explica o presidente da Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT). Segundo o médico, a técnica também permite verificar os movimentos do corpo do paciente ao respirar, de maneira a manter o feixe de radiação apontado todo o tempo apenas para o tumor.

Acesso à radioterapia no Brasil

As estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que em 2012 ocorrerão cerca de 520 mil novos casos de câncer no Brasil. Portanto, 312 mil brasileiros terão indicação para radioterapia este ano. Entretanto, 90 mil pacientes deixarão de receber o tratamento devido à defasagem no número de serviços de radioterapia no País.

“Em relação às recomendações da Organização Mundial da Saúde e as estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil tem uma carência de aproximadamente 140 aparelhos de radioterapia no Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, o país conta com aproximadamente 230 aceleradores lineares, atendendo apenas 66% da demanda,” alerta o presidente da SBRT.

Outro problema sério enfrentado pelo brasileiro que depende do tratamento é a fila de espera para a realização da terapia, que tem sido, em média, de quatro meses. Essa demora na realização da radioterapia implica diretamente na diminuição das chances de cura.

Por: Saudeweb



Escrito por Prof. Raphael Boiati às 12h06
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Prepare o boné, o tênis, a calça, a camisa e comemore esta data com o Sabará

Escotismo, fundado por Lorde Robert Stephenson Smyth Baden-Powell, em 1907, é um movimento mundial, educacional, voluntariado, apartidário, sem fins lucrativos. A sua proposta é o desenvolvimento do jovem, por meio de um sistema de valores que prioriza a honra, baseado na Promessa e na Lei escoteira. A prática do trabalho em equipe e da vida ao ar livre, faz com que o jovem assuma seu próprio crescimento, a ponto de se tornar um exemplo de fraternidade, lealdade, altruísmo, responsabilidade, respeito e disciplina.

Até 1910, o escotismo era destinado apenas aos rapazes, porém, nessa época, surgiu a organização das bandeirantes, destinada às moças.

O sucesso do escotismo espalhou-se por todo o mundo, atraindo milhares de jovens. As estimativas mais recentes contam com cerca de 10 milhões deles, espalhados por mais de cem países. O escotismo chegou ao Brasil em 1910. Em 4 de novembro de 1924, foi fundada a União dos Escoteiros do Brasil.

A hierarquia dos escoteiros respeita a faixa etária de seus membros. Os meninos de 7 a 11 anos de idade pertencem à categoria dos lobinhos. Os de 11 a 15 anos, tornam-se escoteiros. A partir dos 16 anos, passam a ser seniores, responsáveis pelo ensino e pela guia dos iniciantes.

Ao serem admitidos, todos os escoteiros se comprometem a seguir os regulamentos da organização. Assim, recebem o uniforme e os ensinamentos práticos previstos no manual de Baden-Powell.

Além da formação moral e cívica, o escoteiro aprende atividades práticas como:

- Armar acampamentos;
– Orientar-se pela bússola;
– Fazer vários tipos de nós e prestar primeiros socorros.

Seu lema “Sempre alerta” traduz o espírito do escoteiro de estar atento às necessidades do próximo e pronto para a boa ação diária.

Fonte: Escoteiros do Brasil
Link:
http://bit.ly/3PZ1kk



Escrito por Prof. Raphael Boiati às 12h04
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O “teste da orelhinha” ou Emissões Otoacústicas Evocadas é importante para detectar problemas auditivos nos recém-nascidos

De cada mil crianças que nascem no Brasil todos os anos, pelo menos duas apresentam algum tipo de problema na audição. O teste da orelhinha é feito, para detectar precocemente as deficiências auditivas e é indicado para ser realizado ainda no berçário da maternidade de forma rápida, simples e gratuita.

O “teste da orelhinha”, nome popular do exame de Emissões Otoacústicas Evocadas, é utilizado para identificar problemas auditivos em recém-nascidos.

De acordo com especialistas, uma deficiência não diagnosticada é capaz de trazer consequências para o desenvolvimento de uma criança. Os efeitos comprometem a comunicação e a linguagem, que podem provocar reflexos para a vida, de impactos na escolarização até a inserção no mercado de trabalho, e quanto antes o problema for descoberto, melhor para o tratamento.

Fonte: http://saudeinfantil.blog.br/2012/05/audicao-dos-pequenos/#more-2935



Escrito por Prof. Raphael Boiati às 12h03
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Sábado começa a Campanha Nacional de Vacinação contra influenza. Saiba quais são as principais recomendações para os pequenos

Final de verão e início do outono é hora de pensar em tomar vacina contra a gripe. A epidemia de H1N1 acabou há 2 anos e as pessoas não estão mais tão preocupadas com o assunto. Veja as recomendações da Academia Americana de Pediatria (AAP) publicada no Pediatrics de outubro de 2011, no começo do outono no Hemisfério Norte.



Escrito por Prof. Raphael Boiati às 12h02
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http://www.sabara.com.br/images/novo-logo.gif

I Congresso

Sabará de Especialidades Pediátricas

Bom dia

Prezados,

Segue novamente cartaz de divulgação do evento Jornada de Pesquisa Clínica e Farmácia Hospitalar com foco em Pediatria que acontecerá dentro do I Congresso Sabará de Especialidades Pediátricas nos dias 19 a 21 de abril.

A jornada de Pesquisa Clínica e Farmácia hospitalar acontecerá no dia 21/04 e a inscrição pode ser feita no site do evento www.sabara50anos.com.br.

Ressalto que há possibilidade da inscrição ser feita somente para o dia 21/04 e que até o dia 10/04 será possível conceder um desconto de R$ 50,00, custando R$ 150,00.

Aos interessados na inscrição com desconto preciso que entre em contato comigo com urgência!

E a grande novidade é que exatamente no dia 21/04 teremos a presença do Prof Dr Miguel Nicolelis, para quem não sabe é um neurocientista mundialmente famoso responsável pelo projeto Walk Again, (é o projeto de criar um exoesqueleto robótico controlado pelo cérebro. O grande sonho de Nicolelis é fazer um tetraplégico dar o pontapé inicial no primeiro jogo da Copa do Mundo no Brasil, em 2014).

No dia 21/04 ele falará do seu projeto e da parceria que acaba de firmar com o Hospital Sabará.

Segue link de entrevista com o Prof Dr Nicolelis para que possam conhecer um pouco mais do projeto.

http://blogs.estadao.com.br/link/ninguem-associa-ciencia-com-soberania/

 



Escrito por Prof. Raphael Boiati às 01h26
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Envelhecer com qualidade depende de cuidados que começam na infância

 

Foto: Ocean/Corbis

O Brasil era conhecido na década de 1970 como um país jovem. Com o aumento da expectativa de vida, o número de idosos cresceu. Entre 1998 e 2008, a proporção de idosos aumentou de 8,8% para 11,1%. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2008, eram 21 milhões de idosos no país. Em números absolutos, esta população com mais de 60 anos já supera a da França, Inglaterra ou Alemanha. Para que eles tenham boa qualidade de vida, os cuidados devem começar cedo e serem contínuos.

Luiza Machado, coordenadora da Saúde do Idoso no Ministério da Saúde, afirma que a prevenção é fundamental para uma vida com saúde. “A mãe que oferta um bom pré-natal ao filho e após o nascimento oferece um aleitamento materno de qualidade acaba por influenciar na qualidade de vida do idoso. Ter uma alimentação saudável enquanto criança, adolescente e adulto e diminuir o uso do tabaco e das bebidas alcoólicas também trazem influências positivas”, explica. “Se você quer que seu filho tenha uma velhice com qualidade, vai depender da forma com que você lidou com isso desde a infância”, resume.

De acordo com Luiza, o período escolar é um momento determinante para estabelecer hábitos saudáveis. “Agora, nós temos o Programa Saúde nas Escolas, que ensina aos nossos jovens a importância da alimentação balanceada, que deve ter frutas e verduras e pouca carne vermelha e frituras, reduzindo as chances de que no futuro a pessoa tenha doenças, como a hipertensão, o diabetes e o sobrepeso”, afirma.

Tamara Checcacci, neurogeriatra do Hospital Federal da Lagoa, vinculado ao Ministério da Saúde, explica que a possibilidade de reduzir as chances de uma pessoa desenvolver hipertensão ou diabetes torna mais fácil o caminho para uma vida saudável. “É claro que há fatores genéticos envolvidos na pré-disposição por essas doenças, mas a prevenção pode reduzir os riscos”. Ela acredita que a informação é fundamental para que posturas saudáveis sejam adotadas. “Vejo que os jovens estão mais conscientes disso. Noto que muitas pessoas com mais de 60 anos não tiveram acesso a tantas informações como a juventude atual”.

Atividades intelectuais também colaboram para a saúde na terceira idade. “Nosso cérebro precisa ser estimulado constantemente. Quanto maior a reserva cognitiva, maior o estudo que uma pessoa tem, melhor ela se manterá durante o tempo. Se o cérebro está acostumado a trabalhar muito, ele vai poder se manter em melhores condições por um tempo muito maior. A procura contínua do aprendizado melhora o envelhecimento”, afirma a neurogeriatra do Hospital Federal da Lagoa.

Mexer o corpo, com atividades físicas regulares, é outra forma de conseguir uma vida com qualidade. “Uma simples caminhada traz um benefício muito grande. Além da movimentação corporal, a atividade física proporciona socialização. Ou seja, os ganhos são físicos, mentais e psicológicos”, garante Tamara.

Crescimento da população idosa – A expectativa é que a população idosa não pare de crescer no Brasil. A estimativa é que os idosos serão 32 milhões em 2025 e maioria em 2050, superando o número de brasileiros de zero a 14 anos. “As pessoas precisam acordar para o envelhecimento. É uma realidade. O contingente de idosos está cada vez maior. É importante destacarmos as campanhas de prevenção. A grande maioria dos idosos no Brasil está em plena atividade, entre 60 e 70 anos, trabalhando, com plena capacidade funcional, desempenhando seu papel na sociedade”, afirma a coordenadora da Saúde do Idoso.

Segundo ela, o foco principal está na população mais idosa, com mais de 80 anos, que tem doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, mas que podem ser controladas. “Queremos que o idoso viva muito, mas com qualidade, com a capacidade de desempenhar plenamente suas atividades diárias, sem precisar de ajuda”, completa Luiza Machado.

Fonte: Marcos Moura/ Comunicação Interna



Escrito por Prof. Raphael Boiati às 01h22
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Viaje pelas páginas dos livros de faz de conta

No mês do Dia Internacional do Livro e da Literatura Infantil, quem deve aproveitar são as crianças

A literatura infantil é uma das manifestações artísticas humanas mais antigas, se considerarmos que o escritor Esopo fazia suas fábulas para crianças. Podemos dizer que até os anos 70 as histórias infantis como fábulas, contos de fadas, etc., estavam preocupadas em transmitir uma mensagem educativa, seja pela “moral da história” ou pelos ensinamentos colocados do que seria proibido ou perigoso para os pequenos.

No final do século XX, as histórias passam evocar um novo mundo infantil, valorizando a criatividade, as emoções, a independência e um pensamento crítico, focalizando uma criança ativa, participante e não conformista.

Colocamos este pequeno texto do Ricardo Azevedo, autor e ilustrador de livros infantis para abordar a importância da literatura e das artes na vida de nossos filhos:

A importância de ter em mente que a Literatura – e a arte em geral, pintura, teatro, cinema, dança, música etc, – pode ser um espaço privilegiado para abordar o contraditório e a ambiguidade.

Menciono exemplos bastante simples, a título de esclarecimento, que são abordagens do contraditório no âmbito da chamada Literatura infantil: a postura de uma personagem como Peter Pan, que se recusa a ser adulto, critica a vida “real” e opta por viver num lugar utópico chamado “Terra do Nunca”; a viagem da menina Alice ao País das Maravilhas, e suas diversas e divertidas discussões sobre o sentido e o não-sentido das coisas; as madrastas que pretendem destruir suas enteadas, como em Branca de Neve, ou os príncipes e princesas, transformados em monstros ou animais, personagens recorrentes em muitos contos maravilhosos etc.”

Estimular a leitura é ajudar nossos filhos, de qualquer idade, a pensar e refletir sobre sentimentos, a conviver com situações que não imaginavam; além de auxiliá-los em seus repertórios de experiências que enfrentarão pela vida.

Por isso, damos tanta importância para que se contem histórias no Hospital Infantil Sabará, onde a Associação Viva e deixe Viver, nossa parceira, mantém um grupo de voluntários especializados em trabalhar em estabelecimentos de saúde, para fazer este tipo de trabalho. Essas histórias ajudam nossos pequenos pacientes a enfrentarem seus medos, dificuldades; na diminuição do estresse e possibilita que eles tenham uma recuperação mais rápida

Não se esqueça de que a leitura de histórias para crianças pequenas é um ótimo divertimento para se fazer na companhia dos filhos. As crianças maiores também devem ser incentivadas a ler, já que é um hábito saudável para estimular o desenvolvimento cognitivo e neurológico.

Aproveite o dia de hoje para dar um livro de presente à uma criança ou se não puder, conte pelo menos uma história à ela.

Por Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: Ricardo Azevedo (Escritor e desenhista. Doutor em Letras–USP)
Artigo publicado em SOUZA, Renata Junqueira de. (org.) Caminhos para a formação do leitor. São Paulo, DCL, 2004. ISBN 85-7338-927-3



Escrito por Prof. Raphael Boiati às 01h17
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Previna a saúde do coração infantil

Ter diabetes, estar acima do peso e fumar durante a gravidez podem ajudar no desenvolvimento de doenças cardíacas congênitas do bebê

As cardiopatias congênitas são condições presentes no momento do nascimento que afetam o coração de um bebê. Elas são o tipo mais comum de defeitos de nascimento. Nos Estados Unidos, cerca de 40 mil crianças nascem com um problema cardíaco a cada ano.

Algumas alterações cardíacas congênitas podem ser encontradas antes do nascimento do bebê. O fato de se descobrir o problema antes da mãe dar à luz, pode ajudar no planejamento de famílias. Por isso, é importante fazer o pré-natal e ultrassom durante a gravidez.

Outros problemas cardíacos podem ser encontrados no nascimento, já que o bebê pode apresentar unhas e lábios com a cor azulada ou ter dificuldade para respirar.

Além disso, alguns defeitos cardíacos podem ser detectados nos bebês, logo após o nascimento, por meio da triagem de oximetria de pulso, que é um teste para determinar a quantidade de oxigênio no sangue e a pulsação. Alguns hospitais examinam todos os recém-nascidos por meio desse tipo de avaliação.

Outros defeitos cardíacos podem não ter nenhum sinal no nascimento e não serem encontrados mais tarde, durante a infância ou até mesmo na idade adulta.

Se um médico ou enfermeiro desconfiar que um problema congênito está presente, o bebê pode fazer testes para diagnosticar a alteração cardíaca.

Como cuidados médicos e tratamentos avançaram, os bebês estão vivendo vidas mais longas e mais saudáveis. A maioria deles chega à idade adulta. Cerca de 1 milhão de adultos nos Estados Unidos estão vivendo com um defeito cardíaco congênito. É importante tanto para os pequenos quanto maiores de idade com o problema, que visitem regularmente um médico, a fim de verificarem como está o coração.

A causa de defeitos cardíacos congênitos é desconhecida. Alguns bebês têm o problema devido a mudanças em seus genes ou cromossomos. As alterações do coração também podem ser causadas por uma mistura de genes e outros fatores de risco.

O Centers for Disease Control and Prevention descobriu que alguns fatores de risco são:

1- Obesidade;
2- Ter diabetes;
3- Fumar durante a gravidez

As mulheres que apresentam essas características, aumentam suas chances de terem um bebê nascido com um defeito cardíaco.

Mas, elas podem tomar algumas medidas importantes antes e durante a gravidez, para ajudar a prevenir os problemas cardíacos congênitos:

1- Devem controlar o ganho de peso;
2- Controlar a diabetes;
3- Parar de fumar;
4- Tomar ácido fólico (presente em suco de frutas e feijão, por exemplo).

Essas ações podem reduzir a chance de se ter um bebê com um problema no coração.

Fonte: Five Facts about Congenital Heart Defects – CDC
Link: http://www.cdc.gov



Escrito por Prof. Raphael Boiati às 01h15
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Dia Mundial de Combate ao Câncer

Conheça os principais tipos da doença que atingem os pequenos e como são realizados os tratamentos

O câncer infanto-juvenil é considerado raro e corresponde entre 1% a 3% de todos os tumores malignos nas populações. Esses, crescem rapidamente, são mais invasivos, respondem melhor ao tratamento e são considerados de bom prognóstico. As taxas de cura variam entre 62% e 77% nos Estados Unidos e Europa. Estima-se que no Brasil, no ano de 2010, ocorreram cerca de 9.386 casos novos de câncer em crianças e adolescentes até aos 18 anos (Estimativa de Câncer 2010 – INCA).

A leucemia aguda é o tipo mais frequente de câncer infantil e corresponde de 25% a 35% de todos os casos da doença. A Leucemia Linfoide Aguda (LLA) é a mais comum, representa 75% das ocorrências e geralmente atinge crianças de 2 a 5 anos de idade. A Leucemia Mieloide Aguda (LMA), 20% dos casos na infância, é mais comum em menores de 1 ano e em maiores de 10 anos.

Os sintomas mais frequentes das leucemias são: palidez, febre prolongada, sangramentos gengivais, hematomas, aumento de gânglios (ínguas) e dores ósseas. O tratamento da doença na oncopediatria é realizado exclusivamente com quimioterapia, na maioria dos casos. Atualmente, as taxas de cura estão em torno de 80%.

Os tumores cerebrais estão em segundo lugar em termos de incidência e acometem principalmente crianças menores de 15 anos, com um pico na idade de 10 anos. Os sintomas mais comuns são: dores de cabeça, que aumentam a intensidade progressivamente, vômitos, alterações de equilíbrio, convulsões, mudanças de humor e personalidade e alterações visuais. O tratamento dos tumores cerebrais na oncopediatria são: neurocirurgia, na maioria dos casos, adicionado à quimioterapia e/ou radioterapia em alguns deles.

Os linfomas correspondem ao terceiro tipo de câncer mais comum em países desenvolvidos. Eles se dividem em dois grandes grupos: (1) linfomas de Hodgkin e (2) linfomas não Hodgkin. Os sintomas dos primeiros se dão pelo aumento dos gânglios (ínguas), especialmente no pescoço, axilas e outros locais, acompanhado de febre, sudorese e emagrecimento em parte dos casos. Os linfomas não Hodgkin podem ocasionar aumento de gânglios, além de tumores abdominais. O tratamento do linfoma de Hodgkin está baseado no uso de quimioterapia e radioterapia. Eles são tratados, na maior parte dos casos, exclusivamente com quimioterapia. As taxas de cura são elevadas.

Os neuroblastomas são tumores do sistema nervoso simpático, atingem principalmente crianças com menos de 7 anos. Os locais mais comuns são abdome, tórax, pescoço e próximo da coluna vertebral. Esses tipos de câncer podem se disseminar para o fígado, ossos e medula óssea. A formação do tumor no abdome e dores nos ossos são os sintomas mais frequentes. Os que estão localizados próximos à coluna vertebral podem causar fraqueza nas pernas, dor e perda do controle da eliminação de fezes e urina; podem ocasionar paralisia definitiva, se não for diagnosticado rapidamente. Os neuroblastomas são tratados com cirurgia e quimioterapia. Em alguns casos, está indicado radioterapia e transplante de medula óssea.

O tumor de Wilms nasce no rim, sendo o renal mais frequente na infância. Geralmente acomete crianças de até 10 anos de idade, manifestando-se como uma massa abdominal. Em alguns casos, o pequeno pode também apresentar sangue na urina, dores abdominais e pressão alta. O tratamento envolve quimioterapia e cirurgia. A radioterapia pode ser utilizada em casos selecionados. Atualmente, cura-se 90% das crianças portadoras do tumor de Wilms.

Os sarcomas de partes moles são tumores que podem ocorrer em músculos, articulações e gordura, dentro de cavidades como o abdome, a pelve e o tórax. Acometem crianças, adolescentes e adultos. Os sintomas mais frequentes são de aparecimento de tumor de aumento progressivo e dor local. Os sarcomas podem também surgir na cabeça, no pescoço, na área genital, nos braços e nas pernas. O tratamento deles na oncopediatria é realizado, em geral, com cirurgia e quimioterapia. Em casos selecionados a radioterapia pode ser empregada.

Os tumores ósseos apresentam dois tipos mais comuns: osteossarcoma e tumor de Ewing. O primeiro acomete ossos longos, sendo o local mais comum a região do joelho, especialmente em adolescentes. O segundo atinge ossos chatos como a bacia, costelas e escápula. Tanto crianças quanto adolescentes podem ter tumores de Ewing. O tratamento é baseado em cirurgia e quimioterapia. Esses tipos também podem necessitar de radioterapia. Na maioria dos casos, há a possibilidade de evitar amputação e preservar o membro acometido.

O retinoblastoma é um tumor ocular que é responsável por cerca de 2% a 4% dos tumores infantis. Eles podem surgir nos primeiros meses de vida e raramente acometem crianças acima dos 5 anos de idade. O retinoblastoma pode ser hereditário e atingir ambos os olhos. Crianças com história familiar devem ser examinadas por oftalmologista do nascimento até os 5 anos de idade para ser realizado o diagnóstico precoce. O principal sintoma é um reflexo brilhante no olho doente, parecido com o brilho que apresentam os olhos de gato. O estrabismo e a dor nos órgãos da visão também podem ser sinais. O tratamento de tumores pequenos pode ser feito com métodos especiais na oncopediatria, que permitem a preservação do ato de enxergar. Nos casos avançados, o olho pode precisar ser retirado e a criança pode necessitar de quimioterapia e/ou radioterapia.

Por Professora Dra Beatriz Camargo

Originalmente postado em: http://bit.ly/H9bcTV



Escrito por Prof. Raphael Boiati às 01h14
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E seu filho, já tomou vacina contra hepatite A?

Embora a imunização não seja obrigatória, as crianças e adolescentes podem contrair a doença

Enquanto a vacina contra hepatite B é dada há muitos anos nos postos de saúde de todo o Brasil, a vacina contra hepatite A é administrada nas clínicas particulares e não faz parte do calendário oficial.

A hepatite A é causada por um vírus, e em geral, é transmitida por oro-fecal, ou seja, o contágio se dá por meio de água e alimentos contaminados por fezes de pessoas infectadas. Em locais com pouco saneamento básico e com falta de hábitos de higiene, a doença é mais comum. As ostras e os mariscos são os maiores transmissores.

As crianças maiores e adolescentes são o grupo de risco para doença, que em geral, não é grave e se cura espontaneamente com cuidados básicos e tratamentos que aliviam os sintomas: dor, febre e náuseas. Raros são os casos que se complicam, mas existem quadros graves, como hepatite fulminante e hepatite crônica.

A vacina é recomendada pela Sociedade Brasileira de Pediatria para ser dada em duas doses até os 2 anos, a imunização pode ser administrada juntamente à de hepatite B.

Em recente artigo da Academia Americana de Pediatria, recomenda-se a todos os pediatras que insistam para que as crianças e adolescentes tomem as duas doses de vacinas. A cobertura da imunização apurada é de somente 42%, o que deixa a população mais vulnerável e convivendo com a doença.

Verifique a carteira de vacinas de seu filho e dê as 2 doses de vacina contra a hepatite A, se for preciso.

Por Dr. José Luiz Setúbal

Fonte: Study in the February 2012 issue of Pediatrics (published online Jan. 23), data from the Centers for Disease Control and Prevention from that yea



Escrito por Prof. Raphael Boiati às 01h13
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Governo propõe isenção para quem investir em oncologia e reabilitação

 

Medida provissria da isenção a pessoas físicas e jurídicas que aplicarem recursos em serviços de prevenção e tratamento do câncer e na reabilitação da pessoa com deficiência

Incentivo à pesquisa, ações e serviços no combate ao câncer ou na busca de aprimoramento na área de reabilitação pode ter isenção fiscal. Medida Provisória, anunciada nesta terça-feira (3), faz parte do Plano Brasil Maior, e prevê que pessoas físicas e jurídicas de impostos possam ser isentas mediante a doação de recursos para entidades e serviços – filantrópicos – de tratamento de câncer e para deficiência. A proposta faz parte do pacote de medidas para aumentar a competitividade das empresas nacionais em meio à crise financeira internacional.

A soma das deduções de impostos não poderá exceder 4% para pessoa jurídica e 6% para pessoa física. A base de cálculo da doação sobre o imposto somente poderá ser destinada a ações de serviços oncológicos e a reabilitação da pessoa com deficiência.

“Além de garantir a manutenção dos serviços, a dedução de valores vai certamente incentivar doações destinadas ao tratamento e à pesquisa na área do câncer e da saúde da pessoa com deficiência”, destaca o ministro Alexandre Padilha. Segundo ele, o projeto representa um importante avanço no atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). “Nossa proposta é a inserção cada vez mais integrada entre as empresas e os serviços assistenciais dentro das redes de atenção à saúde”, defende.

Por meio da MP, governo federal institui o Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) e à Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD).

Os programas têm a finalidade de captar e canalizar recursos destinados a estimular ações para reabilitação da pessoa com deficiência e oncologia. A medida inclui a promoção, diagnóstico, tratamento, cuidados paliativos ao câncer e a reabilitação e adaptação de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção.

A implementação dos programas ocorrerá mediante incentivo a doações e patrocínios de pessoas físicas e jurídicas destinados a ações e serviços de atenção oncológica desenvolvidos por pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos que se destinam à prevenção e ao combate ao câncer e ao tratamento de deficiências físicas, motoras, auditivas, visuais e intelectuais.

DOAÇÕES – Serão consideradas doações transferência de quantias em dinheiro; transferência de bens móveis ou imóveis; comodato ou cessão de uso de bens imóveis ou equipamentos; realização de despesas em conservação, manutenção ou reparos nos bens móveis, imóveis e equipamentos, inclusive os referidos; e fornecimento de material de consumo, hospitalar ou clínico, medicamentos ou produtos de alimentação.
O Programa tem como objetivo criar condições materiais e institucionais para que a rede de atenção oncológica e da saúde da pessoa com deficiência.



Escrito por Prof. Raphael Boiati às 01h08
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Supremo julgará essa semana sobre aborto de fetos anencéfalos

 

No próximo dia 11 de abril de 2012 o STF julgará se as mulheres brasileiras poderão realizar o aborto de um feto anencéfalo. Mas o que é a anencefalia? Um feto anencéfalo não tem cérebro e a mortalidade desses fetos após o nascimento é de 100% dos casos. Portanto a anencefalia é uma condição que não permite a vida. Sob esta condição submeter uma mulher a esta gravidez é submetê-la a um sofrimento.

A mudança na lei permitirá que uma mulher possa interromper uma gravidez de um anencéfalo e será uma prova de respeito a autonomia da mulher escolher se quer levar adiante os nove meses desta gravidez. A lei não obrigará que nenhuma mulher faça o aborto, mas permitirá que as mulheres tenham o direito de decidir se querem ou não levar adiante essa gravidez, respeitando o princípio da autonomia.

Nossos úteros não são caixões! Pelo aborto legal e seguro! Pela vida das mulheres!

Saiba mais:

Conheça um caso real e triste de uma gestação de feto anencéfalo que tão pode ser interrompida. “Uma História Severina” mostra a crueldade de se obrigar uma mulher a levar a gravidez de anencéfalo até o fim. —-> Uma Historia Severina (documentario premiado) 20 min http://www.youtube.com/watch?v=65Ab38kWFhE&feature=related

A vida depois do aborto - http://sededeque.com.br/2011/08/aborto-e-dignidade/

O que é anencefalia - http://drauziovarella.com.br/estacao-saude/aborto-de-anencefalos-o-que-e-anencefalia/

Quem são elas? 20 min http://www.youtube.com/watch?v=CJaq7Qi_FYw

Aborto de anencéfalos e religião - http://drauziovarella.com.br/estacao-saude/aborto-de-anencefalos-e-religiao/

Complicações no parto de anencéfalos - http://drauziovarella.com.br/estacao-saude/complicacoes-no-parto-de-anencefalos/

O julgamento interrompido: aborto e anencefalia - http://blogueirasfeministas.com/2012/03/aborto-e-anencefalia/

ANENCEFALIA: STF enfrenta desafio sobre direitos humanos ao julgar ação sobre aborto - http://www.abortoemdebate.com.br/wordpress/?p=3505

Aborto tardio de anencéfalos - http://drauziovarella.com.br/estacao-saude/aborto-tardio-de-anencefalos/

Diagnóstico de anencefalia - http://drauziovarella.com.br/estacao-saude/diagnostico-de-anencefalia/



Escrito por Prof. Raphael Boiati às 01h07
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Olhos vermelhos e ardência podem ser sintomas da Síndrome da Visão do Computador 

Síndrome da Visão do Computador dificilmente pode trazer graves lesões aos olhos, mas ocasiona pequenos distúrbios oculares. Foto: Corbis Image

Profissionais que trabalham durante todo o expediente em computadores devem ficar atentos à saúde dos olhos. O uso excessivo da máquina pode causar ardência, vermelhidão, dificuldade de manter o foco, lacrimejamento dos olhos, além de dores de cabeça e sensibilidade à luz. Esse conjunto de sintomas pode configurar a Síndrome da Visão do Computador.

O quadro de Síndrome da Visão do Computador dificilmente pode trazer graves lesões aos olhos, mas ocasiona pequenos distúrbios oculares, além do desconforto. Julio da Costa Sousa, oftalmologista do Hospital Federal do Andaraí, vinculado ao Ministério da Saúde, explica que podem ser feitos ajustes em busca de prevenção. “É fundamental manter 50 a 60 centímetros de distância do monitor. A cada hora, devemos fazer intervalos de cinco a dez minutos, olhando para o ponto mais distante do ambiente”, afirma.

O especialista ressalta que piscar os olhos é importante, pois lubrifica as córneas. “Quando nos concentramos muito, piscamos menos, o que causa ressecamento. Por isso, é importante abrir e fechar os olhos várias vezes durante o horário de trabalho”, afirma Julio da Costa Sousa. Colírio lubrificante, segundo ele, também é uma boa alternativa, principalmente para quem usa lentes de contato.

Para diminuir os efeitos negativos, é recomendado ajustar o topo do monitor à altura dos olhos ou abaixo deles. Ao olhar para cima, a abertura das pálpebras é maior, o que causa maior exposição à luz e ao ressecamento. Quanto aos ajustes de brilho, contraste e cor, o oftalmologista afirma que devemos configurá-los da maneira que pareça mais confortável aos olhos, o que vai depender de cada pessoa.

Iluminação – O olho humano é um órgão adaptável a diversos ambientes e ofertas de luz. No entanto, é possível tornar a iluminação mais agradável para evitar danos. “Colocar lâmpadas dos lados do monitor pode ser uma boa medida”, afirma Julio Sousa. O médico explica que utilizar o computador no escuro é um péssimo hábito para a saúde ocular. Em locais com janelas, é preciso estar sempre de costas para a luz do sol.

De acordo com o oftalmologista do Hospital Federal do Andaraí, vinculado ao Ministério da Saúde, existe uma discussão sobre o melhor tipo de lâmpada, mas não há consenso. Continua a valer a regra da sensação de conforto, que varia entre cada pessoa. “Não existe tempo limite de uso. Depende da capacidade de adaptação de cada um”, diz.

Fonte: Samuel Bessa/ Agência Saúde



Escrito por Prof. Raphael Boiati às 18h55
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Saúde lança programa de qualidade para mamografias

Foi publicada hoje no Diário Oficial da União a portaria 530, que cria o Programa Nacional de Qualidade em Mamografia (PNQM). Destinado a todos os serviços que realizam mamografia tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto na rede privada, o Programa tem o objetivo de melhorar a qualidade dos mamógrafos, da imagem e do laudo, e obter informações sobre o rastreamento da doença no Brasil. A mamografia é o exame responsável pela prevenção e diagnóstico do câncer de mama.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirma que o PNQM prevê a capacitação de profissionais de saúde que realizam o exame de mamografia. “A capacitação dos profissionais será uma das nossas prioridades, pois eles são responsáveis pela realização dos exames. São eles que orientam a paciente e têm que posicionar a mulher de forma correta. É esse controle que precisamos ter, é a certificação dos trabalhos que são realizados”, destaca.

Segundo o ministro, o Programa terá regras e os hospitais, tanto públicos quanto privados, terão até o final do ano para se adequar. Eke alerta que a partir de 2013 quem não cumprir as diretrizes estabelecidas deixará de receber pelo exame realizado. “Não tínhamos um controle de qualidade dos exames, agora estabelecemos esse programa que terá um período de adaptação. Estamos buscando uma avaliação com qualidade. A partir de janeiro só será pago o exame de mamografia que tiver seguindo o programa de controle de qualidade”, explica Padilha.

Além disso, para melhorar o sistema de vigilância do câncer, o Ministério criou o Sistema de Informação (Siscan), responsável por identificar os dados em tempo real dos pacientes do SUS.



Escrito por Prof. Raphael Boiati às 18h54
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Crianças de até cinco anos podem ter dificuldade para controlar a urina durante a noite

Foto: Corbis

Trocar os lençóis molhados e esticar o colchão no sol faz parte da rotina de muitos pais antes dos pequenos abandonarem o uso das fraldas e irem sozinhos ao banheiro durante a noite. De acordo com a nefrologista infantil do Hospital da Criança Conceição (RS), vinculado ao Ministério da Saúde, Anelise Uhlmann, é normal a criança urinar na cama até os cinco anos. “Até essa idade ela ainda não tem a capacidade total de controlar a urina durante a noite. Por causa de sono excessivo, algumas crianças não conseguem acordar quando a bexiga está cheia”, diz a médica.

Ela explica que nesta faixa etária algumas crianças não possuem o hormônio antidiurético, que diminui a produção de urina à noite. Outras simplesmente fazem xixi na cama porque a capacidade da bexiga é pequena e a ingestão de líquido poucas horas antes de dormir foi grande. “O ideal é que a garotada diminua a quantidade a partir de 3h antes de dormir. Neste mesmo horário os pais devem evitar oferecer alimentos com cafeína, como chocolate, refrigerante e chás. Esses produtos estimulam a contração da bexiga e aumentam a possibilidade de que urinem na cama”, recomenda a especialista.

Outra dica da nefrologista é estimular os filhos, quando acordados, a urinarem a cada duas ou três horas. “Quem segura por muito tempo tem tendência a urinar na cama”, justifica. Crianças muito desatentas, que tem hiperatividade, também podem urinar na cama porque o sistema nervoso é imaturo.

De acordo com a nefrologista infantil do Hospital da Criança Conceição, a criança tem que estar insatisfeita com a situação para começar um tratamento. “Às vezes são os pais que ficam estressados. As crianças não ligam de usar fraldas para dormir”, observa a médica.

Se depois dos cinco anos de idade, a criança ficar completamente seca por seis meses e voltar a fazer xixi na cama pode ser indício de algum outro problema. “Algumas causas podem ser anemia falciforme, diabetes, consequência de alguma medicação que deixou o sono mais pesado ou que aumentou a quantidade de urina. Além de questões psicológicas”, enumera Anelise Uhlmann.

É importante os pais observarem os hábitos matutinos também. “Por exemplo, a criança com intestino preso, pode ter a bexiga pressionada”, frisa a médica. “Pedimos para que os responsáveis façam um diário da urina para saber como é a produção e comportamento durante o dia e a noite. Dessa forma podemos escolher o melhor tratamento”. Aliados a esse diário, ecografias e exames de urina auxiliam a diagnosticar o problema.

Fonte: Ana Paula Ferraz/ Agência Saúde



Escrito por Prof. Raphael Boiati às 18h53
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Empresas podem atuar como drogarias e distribuidoras de medicamentos

Foto: Corbis Images

Desde ontem, empresas do segmento de farmácias e drogarias também podem possuir estabelecimentos de distribuição de medicamentos. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou a RDC nº 17/2012, que permite o exercício das atividades de dispensação e distribuição de medicamentos por uma mesma empresa.

Para isso, as atividades devem ser praticadas em estabelecimentos distintos. A empresa que vai realizar a atividade – seja ela Farmácia, Drogaria ou uma Central de Distribuição – deverá solicitar à Anvisa a Autorização de Funcionamento (AFE). A AFE é obrigatória para toda empresa do ramo de medicamentos poder funcionar no país.

Se a empresa for vender medicamentos controlados deverá solicitar ainda uma Autorização Especial (AE). Nos dois casos, as empresas deverão cumprir, obrigatoriamente, os requisitos de Boas Práticas de Distribuição e Armazenagem, exigidos pela Anvisa.

Fonte: Anvisa



Escrito por Prof. Raphael Boiati às 18h51
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Tumor infantil: uma preocupação desde cedo

A cada 100 mil jovens com até 18 anos, 16 têm cânceres

Para quem vive em São Paulo e gosta de cinema, talvez tenha ouvido falar do filme francês: “A guerra está declarada”, que foi premiado no Festival de Cannes de 2011.

Não se trata de um filme de guerra entre pessoas, mas a guerra contra o câncer no cérebro de Adam, o corajoso menino do filme.

Mas afinal, câncer no cérebro é frequente em crianças?

Felizmente os cânceres são pouco comuns em crianças, e as estatísticas nos mostram 16 casos em cada grupo de 100 mil jovens até 18 anos.

Os mais frequentes são os cânceres hematológicos (leucemia e linfomas), mas o de sistema nervoso central é o segundo mais comum e responsável por parte dos óbitos.

Os sintomas mais comuns são dores de cabeça persistente, náuseas e vômitos sem alterações gastrointestinais, mudança da marcha (andar) e da coordenação. Em crianças pequenas deformações cranianas e crescimento da parte superior da cabeça, onde fica o cérebro.

Como se pode ver são sintomas muito comuns em criança, por isso em casos destes sinais persistirem ou não melhorarem com uso de medicação, procure o pediatra.

Por Dr. José Luiz Setúbal



Escrito por Prof. Raphael Boiati às 18h49
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Fique atento às doenças respiratórias no outono

Nesta época do ano, os prontos-socorros ficam mais cheios, devido o aumento do número de casos de problemas nas vias aéreas

Nesta semana começou o outono, com ele vem aqueles dias maravilhosos de sol, sem nuvens e com calor durante o dia e um friozinho gostoso à noite. Tudo parece lindo e perfeito, mas não é, pelo menos em se tratando de doenças de crianças.

Este tempo quente e seco faz com que ocorra uma piora da qualidade do ar, com aumento de partículas e da poluição. Além disso, há uma grande variação de temperatura entre o dia e a noite. Tudo isso facilita o surgimento de doenças respiratórias em crianças, principalmente até os 4 anos de idade e naquelas mais suscetíveis às enfermidades alérgicas como bronquite, asma, rinites, sinusites etc. Por esta razão, os prontos-socorros infantis da cidade ficam abarrotados nesta época do ano.

Para se ter uma ideia, em janeiro deste ano, atendemos no Pronto Socorro do Hospital Sabará cerca de 6.500 crianças, esperamos receber neste mês em torno de 12.000 e nos próximos dois um pouco mais do que este número.

Tente minimizar os problemas respiratórios de seus filhos pequenos, evite aglomerações, lugares fechados e pessoas com resfriados ou infecções de vias aéreas. Ofereça muito líquido ao pequeno, e se o nível de umidade do ar cair muito, usar um umidificador ou colocar uma vasilha com água no quarto da criança. Inalações com soro fisiológico também podem ajudar.

Por Dr. José Luiz Setúbal
Presidente da Fundação Hospital Infantil Sabará



Escrito por Prof. Raphael Boiati às 18h47
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Qual é o papel do enfermeiro?

I Congresso do Sabará mostrará a experiência do hospital na área de enfermagem, nos últimos 50 anos

A equipe de enfermagem do Hospital Infantil Sabará é frequentemente desafiada em seus esforços para aliviar as dores e confortar as crianças com suas doenças.

O enfermeiro busca melhorar as condições de vida e transmitir afetividade, por meio da relação de reciprocidade existente entre profissionais e pacientes. Seu trabalho compromete mães e/ou familiares durante a realização dos cuidados e a principal preocupação é minimizar o sofrimento.

O cuidar da criança inclui mais do que o aspecto biológico do processo saúde-doença, ultrapassa o estudo dos sintomas das enfermidades e envolve todo o contexto familiar e social, orienta pai e mãe e os inclui na própria ação de cuidar.

A capacitação dos profissionais favorece o desenvolvimento e promove as condições para que eles realizem uma assistência de enfermagem de qualidade. O conhecimento é sempre acrescido de novos saberes e a formação é um movimento permanente, um caminho a ser trilhado por toda a vida, não podendo se constituir como algo acabado e completo.

Assim, observamos que a área pediátrica na enfermagem vem sendo alvo de uma série de estudos e pesquisas, objetivando a melhoria na atuação da assistência à criança hospitalizada. A cura das enfermidades do pequeno e o êxito do seu tratamento em um ambiente hospitalar não dependem exclusivamente do nível científico da assistência pediátrica. O trabalho conjunto da equipe de enfermagem é imprescindível.

Baseados nestas premissas, realizaremos no dia 20 de abril de 2012, a I Jornada de Enfermagem do Hospital Infantil Sabará, durante o I Congresso Sabará de Especialidades Pediátricas, no Hotel Maksoud Plaza. Será um momento dedicado ao compartilhamento de conhecimentos e experiências acumuladas em 50 anos de dedicação aos pacientes pediátricos.

Confira a programação no site: www.sabara50anos.com.br



Escrito por Prof. Raphael Boiati às 18h46
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Tuberculose: Brasil reduz casos em 3,54% no último ano

Apesar de trajetória descendente, país ainda é o 17o em número de casos de tuberculose no mundo.

Do Blog da Saúde.

Pela primeira vez na história do Brasil os casos de tuberculose ficaram abaixo de 70 mil. Em 2011 o número de casos caiu 3,54%: foram 71.790 (2010) contra 69.245 (2011). No período de 10 anos, a taxa de incidência da doença caiu 15,9% e a de mortalidade teve redução ainda maior: 23,4%.

Os investimentos do Governo Federal em ações de controle da doença aumentaram 14 vezes nos últimos nove anos. Em 2002, os recursos destinados ao programa foram de US$ 5,2 milhões, aumentando para US$ 74 milhões em 2011.

Mas a doença ainda preocupa as autoridades. O Brasil é o 17º em número de casos de tuberculose no mundo. No país, a doença representa a quarta causa de óbitos por doenças infecciosas e a primeira entre pacientes com aids. Por isso, o Ministério da Saúde recomenda que seja realizado o teste anti-HIV em todos os pacientes com a doença. Em 2010, 60,1% dos casos novos foram testados para HIV.

Como a tuberculose se tornou prioridade no Sistema Único de Saúde (SUS) e o Ministério da Saúde está investindo para a erradicação da doença no país. “Uma das nossas principais estratégias é a ampliação dos testes para diagnosticar a tuberculose em todo o País”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a coletiva de hoje (26).

Populações Vulneráveis – Um estudo realizado pelo Ministério da Saúde mostrou que a tuberculose é mais frequente entre grupos populacionais que vivem em condições desfavoráveis de moradia e alimentação e entre pessoas com sistema imune deficiente e dificuldades de acesso aos serviços de saúde. O Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde definiu como prioritário as populações em situação de rua, a carcerária, os indígenas e as pessoas que vivem com HIV/Aids.

Em 2010, entre os casos novos de tuberculose notificados, cerca de 10% era de pessoas infectadas pelo HIV, a chamada coinfecção. A região Sul foi a que apresentou o maior percentual de pessoas com tuberculose e HIV (18,6% das pessoas com tuberculose tem o vírus), quase duas vezes superior à média nacional. Esse indicador está intimamente relacionado à realização do exame anti-HIV.

Juntos pelo fim da Tuberculose – Durante a coletiva o ministro Alexandre Padilha entregou a premiação aos três primeiros colocados no concurso cultural “Juntos pelo fim da tuberculose”. A logomarca criada pelo designer da Fiocruz, Carlos Sarina, foi a vencedora e será utilizada em campanhas em todo o país.

Os Correios também lançaram um selo e o carimbo que tem o tema “Juntos pelo fim da tuberculose”. José Furian Filho, vice-presidente dos Correios, ressaltou durante a cerimônia que a luta contra a tuberculose não é uma obrigação apenas do Ministério da Saúde, mas de todo os brasileiros. “Os casos de tuberculose são totalmente incompatíveis com nossas metas de crescimento econômicos”.

Ilana Paiva / Blog da Saúde e Mauren Rojan / Agência Saúde



Escrito por Prof. Raphael Boiati às 18h44
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Após 7 anos, Saúde estuda incluir fertilização in vitro no SUS em 2012

 

Medida havia sido aprovada em 2005, mas foi suspensa 4 meses depois. Grupo de trabalho do Ministério da Saúde analisa impacto financeiro. do G1 por Amanda Rossi O Ministério da Saúde montou um grupo de trabalho para discutir a inclusão da fertilização in vitro na...

Medida havia sido aprovada em 2005, mas foi suspensa 4 meses depois.
Grupo de trabalho do Ministério da Saúde analisa impacto financeiro.

do G1 por Amanda Rossi

O Ministério da Saúde montou um grupo de trabalho para discutir a inclusão da fertilização in vitro na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) ainda em 2012 — sete anos depois da primeira portaria que determinava o atendimento para casais que precisassem do procedimento. Se a medida for aprovada, será a primeira vez que o governo federal vai bancar os custos da mais eficiente forma de engravidar para quem tem problemas de fertilidade — um procedimento que pode custar até R$ 50 mil por tentativa em médicos particulares.

A fertilização in vitro é uma técnica de reprodução assistida onde óvulo e espermatozoide são fecundados em laboratório. Depois, o embrião é implantado diretamente no útero na mãe. A técnica tem mais sucesso que a inseminação artificial, mas também é mais cara. Em clínicas particulares, o custo de uma tentativa gira em torno de R$ 15 mil a R$ 20 mil, mas pode ir a R$ 50 mil. A chance de engravidar na primeira tentativa é de 30%, dependendo da idade da mulher.

O Ministério da Saúde confirmou a intenção de colocar o procedimento na tabela do SUS até o fim do ano, mas não quis dar detalhes sobre como e exatamente quando isso iria acontecer. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, preferiu não comentar a movimentação no Ministério sobre o assunto. Segundo a assessoria de imprensa da pasta, estão sendo discutidos quais seriam os impactos financeiros da medida e onde seria implantado o serviço.

No início de março, o Ministério da Saúde anunciou que estava estudando colocar técnicas de “reprodução assistida” no SUS, sem especificar exatamente qual delas. AoG1, a assessoria confirmou que uma das técnicas em estudo é a fertilização in vitro.

Atualmente, são oferecidos pelo SUS 31 procedimentos de reprodução humana assistida — a maioria, exames preparatórios para tratamentos mais complexos, como a própria fertilização.

A coordenadora do Centro de Ensino e Pesquisa em Reprodução Assistida do Hospital Regional da Asa Sul, de Brasília, Rosaly Rulli, faz parte do grupo de trabalho do Ministério. “Não está sendo discutido nada além da fertilização in vitro. O ministério já tem vários programas para o restante [das áreas da reprodução humana assistida], só a fertilização que não tem”, diz ela.

“Tivemos a primeira reunião no final de fevereiro. Agora, há outra reunião marcada para abril. Estamos avançando”, conta. O hospital é referência em fertilização in vitro gratuita, com verbas do governo do Distrito Federal.

A primeira vez que surgiu a possibilidade de colocar a fertilização no SUS foi em março de 2005, quando o Ministério publicou uma portaria que determinava o oferecimento da fertilização pelo SUS a pessoas com dificuldade para ter filhos. Quatro meses depois, ela foi suspensa para a avaliação dos impactos financeiros.

“A grande dificuldade foi [a falta de] recursos. Esse é um tipo de tratamento que tem um custo elevado. Quando fomos debater a política com estados e municípios, houve um movimento muito forte que pontuou que isso não era prioridade”, lembra o senador Humberto Costa, que era ministro da Saúde em 2005, quando o programa foi lançado.

“Hoje há uma demanda cada vez maior da sociedade. Além disso, ao longo destes últimos anos, muitas coisas que eram consideradas prioridades já foram contempladas por recursos da área da saúde. Acredito que hoje não existiria o mesmo tipo de resistência [para a inclusão da fertilização in vitro no SUS]”, opina Costa.

Atualmente, existem pelo menos oito hospitais que realizam a fertilização in vitro de forma gratuita, custeada por secretarias estaduais de saúde e orçamentos próprios de universidades. De acordo com levantamento realizado pelo G1, cada ciclo de fertilização in vitro custa para os cofres públicos entre R$ 2,5 mil e R$ 12 mil, dependendo do hospital onde é realizado.

Hospitais
Uma das possibilidades para atendimento via SUS é reembolsar esses centros de reprodução assistida que já oferecem fertilização in vitro de forma gratuita. Espalhados por São Paulo, Brasília, Recife, Belo Horizonte e Porto Alegre, pelo menos oito hospitais realizam cerca de duas mil fertilizações por ano – enquanto a iniciativa privada realiza entre 25 e 30 mil, segundo a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida.

“Estou confiante de que a fertilização in vitro será incluída no SUS este ano. Acredito que o Ministério da Saúde vai repassar estes recursos, para que serviços que já estão estruturados passem a dar vazão à demanda”, afirma Luiz Henrique Gebrim, diretor do Hospital Pérola Byington, em São Paulo, referência nacional na fertilização in vitro na rede pública. O hospital acaba de ampliar a infraestrutura na expectativa de realizar mais procedimentos e também poderia, segundo Gebrim, contribuir com o treinamento de médicos de outros estados.

Onde fazer
Em alguns dos hospitais que já oferecem a fertilização in vitro na rede pública, todo o tratamento é gratuito. Na maioria, no entanto, o casal precisa custear medicamentos para estimular a ovulação e a maturação dos óvulos. Os gastos variam de R$ 3 a R$ 10 mil, segundo os centros de reprodução assistida que oferecem o serviço.

Para ter acesso ao tratamento, os casais precisam passar por uma série de exames que verifiquem que a fertilização in vitro é a única opção para ter filhos. O tempo de espera pode ser de anos. Segundo gestores de programas de fertilização ouvidos pelo G1, a inclusão da fertilização in vitro na tabela do SUS possibilitaria a ampliação de vagas e diminuiria o tempo na fila.

“O Hospital das Clínicas da UFMG há muitos anos se vira para oferecer o tratamento gratuitamente e temos uma fila muito grande. A única forma de aumentar [o número de ciclos de fertilização in vitro] seria com o financiamento do SUS”, diz Francisco de Assis Nunes Pereira, subcoordenador do laboratório de reprodução humana do HC da UFMG.

Veja abaixo informações sobre os hospitais que realizam fertilização in vitro na rede pública.

SÃO PAULO
Centro de Referência em Saúde da Mulher do Hospital Pérola Byington
Ciclos de fertilização realizados por ano: 300
Taxa de sucesso de gestação: 30%
Critérios para entrar na fila de espera: a mulher tem que ter produção de óvulos e o homem produção própria de espermatozóide; a mulher também tem que ter até 35 anos.
Características do atendimento: completamente gratuito.

Hospital Universitário de Ribeirão Preto
Ciclos de fertilização realizados por ano: 450
Taxa de sucesso de gestação: 30%
Critérios para entrar na fila de espera: ter avaliação básica e diagnóstico realizado na rede SUS; idades mais avançadas , pelo fato de ter menor resposta, não são priorizadas, em função da demanda.
Características do atendimento: a fertilização in vitro é gratuita, mas o paciente precisa comprar parte da medicação – o restante é fornecido pelo hospital.

Hospital Universitário da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
Ciclos de fertilizações realizados por ano: 500
Taxa de sucesso de gestação: de 30 a 40%
Critérios para entrar na fila de espera: não há restrição de idade ou local de origem
Características do atendimento: a fertilização in vitro é gratuita, mas o paciente precisa comprar a medicação.

Hospital das Clínicas de São Paulo
Ciclos de fertilizações realizados por ano: 600
Taxa de sucesso de gestação: não informada.
Critérios para entrar na fila de espera: não informados.
Características do atendimento: não informados.

BRASÍLIA
Centro de Reprodução Assistida do Hospital Regional da Asa Sul (HRAS)
Ciclos de fertilização realizados por ano: 250
Taxa de sucesso de gestação: 32%
Critérios para entrar na fila de espera: encaminhamento de centros de saúde públicos que diagnosticaram necessidade de fertilização in vitro.
Características do atendimento: completamente gratuito.

RECIFE
Instituto Materno Infantil de Pernambuco (IMIP)
Ciclos de fertilização realizados por ano: 60
Taxa de sucesso de gestação: em torno de 35%
Critérios para entrar na fila de espera: não há restrição de idade ou local de origem; é analisada a reserva ovariana da paciente, ou seja, o que o ovário pode oferecer de óvulos.
Características do atendimento: completamente gratuito.

BELO HORIZONTE
Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Ciclos de fertilização realizados por ano: 220
Taxa de sucesso de gestação: de 10 a 50%
Critérios para entrar na fila de espera: encaminhamento da rede de saúde municipal de saúde pública de Belo Horizonte.
Características do atendimento: a fertilização in vitro é gratuita, mas o paciente precisa comprar a medicação.

PORTO ALEGRE
Hospital de Clínicas de Porto Alegre
Ciclos de fertilização realizados por ano: 250
Taxa de sucesso de gestação: 25 a 30%
Critérios para entrar na fila de espera: ter menos de 35 anos na chegada à fila de espera e não ser portador de doenças virais (hepatite B, C, HIV, HTLV I/II)
Características do atendimento: a fertilização in vitro é gratuita, mas o paciente precisa comprar a medicação.

Hospital Fêmina do Grupo Hospitalar Conceição
Ciclos de fertilização realizados por ano: primeira fertilização está prevista para maio de 2012 e a estimativa é realizar cerca de 120 ciclos por ano.
Critérios para entrar na fila de espera: serão definidos em março.
Características do atendimento: a fertilização in vitro será gratuita e o hospital está buscando formas de viabilizar a gratuidade dos medicamentos.



Escrito por Prof. Raphael Boiati às 18h42
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Nova farmacêutica nacional fará remédios tidos como futuro da indústria

 

BioNovis, criada por união de quatro produtoras brasileiras de medicamentos, terá fábrica e centro de pesquisa para fazer biotecnológicos

por Pedro Carvalho, iG São Paulo

Um dia após a presidenta Dilma se reunir com empresários para pedir que façam mais investimentos, quatro farmacêuticas nacionais assinaram um acordo que cria uma empresa de alta tecnologia no País. A BioNovis, fundada pelas concorrentes EMS, Ache, Hypermarcas e União Química, vai produzir os chamados remédios biotecnológicos, usados no tratamento de doenças complexas. Será a primeira grande empresa brasileira a entrar nesse mercado, cujas importações custaram ao governo R$ 6 bilhões no ano passado – que são 46% de todo o gasto governamental com medicamentos importados.

A empresa vai demandar R$ 500 milhões de investimento nos primeiros cinco anos de vida, dos quais R$ 200 milhões sairão dos caixas das sócias (cada uma tem 25% da BioNovis) e darão conta de colocar o negócio para funcionar. O resto será captado conforme o projeto se desenvolva. Não está descartado um financiamento do BNDES – ou mesmo uma sociedade com o banco de desenvolvimento. “Talvez seja o investimento mais importante da história da indústria farmacêutica brasileira”, diz Odnir Finotti, presidente da BioNovis.

A empresa terá uma fábrica desses remédios, mas o local e o custo do investimento só devem ser anunciados em 90 dias. Além disso, irão construir um laboratório de pesquisas, que deve começar a funcionar ainda este ano – cerce de 60% do investimento feito na BioNovis será para pesquisa e desenvolvimento. O escritório já começa a funcionar, na Av. Faria Lima, em São Paulo.

Os remédios biotecnológicos, feitos a partir de células vivas, são considerados o futuro da indústria farmacêutica. São caros – mesmo sendo 46% dos gastos públicos com importação, representam só 2% do volume de remédios comprados fora – e consumidos apenas dentro de hospitais, não vendidos em farmácias. É um mercado de US$ 160 bilhões no mundo, e de R$ 10 bilhões no Brasil. Entre os dez remédios mais vendidos mundialmente, cinco são do tipo. “Em vinte anos, o mercado de biotecnológicos será maior que o de remédios químicos”, avalia Finotti.

Esses remédios são usados para combater doenças como câncer, artrite reumatóide, lúpus e Alzheimer. São produzidos principalmente nos EUA, Alemanha, Suíça e Reino Unido, mas emergentes como Índia, China e Coreia do Sul já fabricam biotecnológicos – o Brasil importa inclusive da Argentina. A BioNovis deve colocar os primeiros biotecnológicos nacionais no mercado em dois ou três anos. “Como serão feitos aqui, eles deverão ser mais competitivos que os importados”, diz o executivo.

O fato de quatro empresas concorrentes terem se unido para criar um negócio é algo inédito no setor. Entre as primeiras conversas e a conclusão do acordo, passaram-se apenas seis meses. No acordo de acionaistas, está previsto que nenhuma delas poderá entrar na fabricação de biotecnológicos, ou seja, virar concorrente da BioNovis. O acordo prevê ainda que a BioNovis não poderá ser vendida para empresas estrangeiras.

Também ficou definido que cada sócio terá dois assentos no conselho, e que a diretoria não poderá ter executivos que também sejam diretores nas acionistas. Finotti, o presidente, estava comandando a Pró Genérico, associação que representa empresas do setor.

“Os sócios sabem que a BioNovis não poderá ser um negócio pequeno, por isso ela já nasce com a intenção de ser uma empresa global e exportar medicamentos”, explica o executivo – ainda assim, o principal comprador deverá ser o governo, com 60% dos pedidos. “A empresa tem potencial para se tornar, dentro de vinte anos, a maior farmacêutica brasileira”, diz.



Escrito por Prof. Raphael Boiati às 18h41
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Viajantes já precisam se vacinar para feriado prolongado

Foto: Elza Fiúza/ABr

Mais um feriado prolongado está chegando. A semana santa acontecerá na primeira semana de abril e muitas pessoas já estão planejando suas viagens. Mas antes de viajar é importante que alguns cuidados sejam adotados, especialmente com relação à saúde. A atualização das vacinas é um desses cuidados recomendados pelo Ministério da Saúde.

Viagens ao exterior - Todos os viajantes que pretendem visitar outros países devem estar vacinados contra o sarampo e a rubéola. Os vírus causadores dessas doenças ainda circulam intensamente em diversos países do mundo. Por isso, ao viajar para o exterior, as pessoas que não foram vacinadas ficam expostas ao risco de contrair sarampo e rubéola, podendo contribuir a reintrodução dessas doenças no Brasil.

É importante que os viajantes não vacinados recebam a vacina pelo menos 15 dias antes da partida. A vacina tríplice viral, disponível na rede pública, é eficaz contra sarampo, rubéola e caxumba. Além disso, crianças que receberam a vacina tríplice viral entre os seis e 11 meses de vida devem ser revacinadas aos 12 meses de idade.

Febre Amarela – Como medida de controle da doença, alguns países exigem dos viajantes o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) para o ingresso em seu território. A vacina contra febre amarela deve ser administrada, pelo menos, 10 dias antes da viagem e está disponível nos postos de vacinação. Não se esqueça de levar o Cartão Nacional de Vacinação, onde ela será registrada.

Para a emissão do CIVP, é preciso procurar os Centros de Orientação ao Viajante da Anvisa, levando o seu Cartão Nacional de Vacinação e um documento de identificação oficial com foto. Lembre-se que o certificado internacional só será válido para ingresso no país estrangeiro após 10 dias, a contar da data da vacinação.

Além disso, quem for viajar para regiões de matas, florestas e cachoeiras dentro do Brasil precisa estar vacinado contra a febre amarela. Apesar de a febre amarela urbana não existir mais no Brasil, o vírus da doença ainda circula em regiões silvestres, conforme explica o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa. ”A febre amarela silvestre é uma doença comum das nossas matas. Macacos adoecem continuamente de febre amarela. Se a pessoa vai pescar, acampar, fazer trilha, tomar banho de cachoeira, tomar banho de rio, turismo ecológico, qualquer tipo de contato com área silvestre a pessoa pode ser picada por um mosquito que picou recentemente um macaco contaminado e vir desenvolver a febre amarela.”

O secretário ressalta que mesmo indo para locais em que já esteve outras vezes, é preciso estar imunizado contra a doença. “A febre amarela é uma doença grave que pode matar em uma proporção grande de casos e que pode ser facilmente ser prevenida com uma vacina. Mesmo as pessoas que vão a locais onde costumeiramente ela tem ido nos últimos anos, essas pessoas às vezes têm uma falsa sensação de segurança. O vírus da febre amarela percorre áreas grandes do Brasil e da América Latina”

Com relação a outros problemas de saúde, é importante consultar um médico para uma avaliação, principalmente no caso de pessoas que tenham doença pré-existente. Se houver qualquer alteração no seu estado de saúde dentro da aeronave, navio ou transporte terrestre comunique o fato à equipe de bordo, que tomará as devidas providências e alertará os serviços de controle sanitário nos pontos de entrada.

Confira o Guia de Bolso da Saúde do Viajante, lançado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Na cartilha, estão disponibilizadas todas as informações necessárias para que a pessoa proteja sua saúde e se adeque às exigências sanitárias internacionais.

 

Mônica Plaza / Blog da Saúde



Escrito por Prof. Raphael Boiati às 11h03
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Saúde estuda ampliar atuação de farmacêuticos no SUS

Foto: Intranet Ministério da Saúde

A atuação do farmacêutico nas redes de atenção do Sistema Único de Saúde (SUS) poderá ser ampliada. Portaria do Ministério da Saúde, publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (13), institui grupo de trabalho que vai discutir estratégias para a qualificação da assistência farmacêutica em redes prioritárias do SUS, como o Saúde Mais Perto de Você (atenção básica).

Farão parte deste grupo, coordenado pela Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os conselhos nacionais de secretários estaduais (Conass) e municipais de Saúde (Conasems) e entidades representativas do setor; entre elas, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) e a Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar).

Entre as propostas que serão discutidas pelo Grupo de Trabalho está a possibilidade de inclusão do farmacêutico nas Equipes de Saúde da Família. “A presença deste profissional de saúde na assistência à população é essencial para orientações como o uso correto de medicamentos, interações medicamentosas e medicação para gestantes”, explica o Secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães.

“O farmacêutico é o profissional da saúde qualificado para fornecer informações que conscientizem as pessoas em relação aos riscos da automedicação e à importância da manutenção do tratamento medicamentoso para a saúde do paciente”, acrescenta o diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, José Miguel do Nascimento Júnior.

Fonte: Agência Saúde



Escrito por Prof. Raphael Boiati às 11h02
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Anvisa aprova teste para implantes mamários 

A Diretoria Colegiada da Anvisa aprovou, nesta terça-feira (20/03), os requisitos mínimos de identidade e qualidade para os implantes mamários. Uma das novidades da nova resolução é a certificação que será feita no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade (SBAC). Dessa forma, as próteses passarão por análises em laboratório para verificar itens tais como a resistência do material, a composição do silicone e os ensaios biológicos.

Os critérios para a coleta das amostras e as definições técnicas sobre os testes serão publicados pelo Inmetro. O órgão também vai definir e credenciar os laboratórios capacitados que prestarão os serviços aos importadores de próteses mamárias de silicone. A certificação das próteses vai incluir ainda uma inspeção na linha de produção do material. Trata-se de um processo semelhante ao que já ocorre como os preservativos importados.

Termo de esclarecimento

A norma da Anvisa define ainda as classificações, regras para embalagem e rotulagem, e as informações de esclarecimento que deverão ser feitas aos pacientes antes da cirurgia. Pela nova resolução, o cirurgião deverá esclarecer com antecedência às pacientes sobre os riscos potenciais, possibilidade de interferência na amamentação, a necessidade de avaliação médica periódica e a expectativa de uma nova cirurgia quando o produto chegar ao fim de sua vida útil.

Fonte: Imprensa/Anvisa



Escrito por Prof. Raphael Boiati às 11h01
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